O setor canavieiro reagiu às declarações do senador e candidato a presidência da República sobre a mistura de 32 por cento de etanol na gasolina. O parlamentar defendeu a revisão do percentual e afirmou que seria necessário discutir possíveis impactos sobre os motores. Entidades do setor classificaram a declaração como desinformação e destacaram que a utilização do biocombustível faz parte de uma estratégia adotada no país há décadas.
As entidades também lembraram que o próprio senador votou a favor da legislação que permitiu a elevação da mistura. Segundo o setor, testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia com 16 modelos de automóveis e 13 modelos de motocicletas não identificaram prejuízos ao desempenho dos veículos com a nova proporção.
Além da questão técnica, os produtores defendem que o etanol contribui para a geração de empregos, a atividade econômica em centenas de municípios e a redução da importação de combustíveis. O debate agora envolve a manutenção do percentual atual e os possíveis impactos de uma eventual mudança sobre consumidores, fabricantes e toda a cadeia de produção de combustíveis.



