
Um feto foi encontrado abandonado na manhã desta segunda-feira (12/01) dentro de uma caixa de papelão, em uma praça localizada na rua 13 de Maio, no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul de Manaus. A ocorrência foi registrada por volta das 8h47, após moradores que passavam pelo local acionarem as autoridades.
Segundo informações repassadas pela polícia, o feto estava inicialmente dentro de um saco de lixo descartado em uma lixeira próxima a um campo de futebol bastante frequentado por moradores da região. O caso veio à tona quando uma mulher em situação de rua, ao revirar o lixo, percebeu que havia algo incomum no saco e alertou pessoas que estavam nas proximidades. Diante da situação, populares colocaram o feto em uma caixa de papelão até a chegada das equipes policiais.
A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas e isolaram a área para os procedimentos iniciais. O local está sob a circunscrição do 2º Distrito Integrado de Polícia (2º DIP). A ocorrência foi registrada como “outras emergências” e encaminhada para investigação.
O feto foi removido para os órgãos competentes, onde passará por exames periciais que devem indicar o tempo de gestação e esclarecer as circunstâncias do abandono, além de verificar a existência de crime, como aborto ilegal ou ocultação de cadáver.
Suspeitas identificadas
Novas informações apontam que uma mulher identificada como Nathalya Tatiana, de 26 anos, moradora de um beco próximo ao local, seria a mãe do feto. Conforme relatos de moradores, ela teria contado com a ajuda de uma amiga, identificada como Pâmela, que teria sido responsável por colocar o feto em um saco de lixo e descartá-lo em uma lixeira da região.
As duas mulheres são apontadas como suspeitas e deverão ser ouvidas pela Polícia Civil, que segue com as diligências para esclarecer os fatos e apurar as responsabilidades criminais.
Denúncias de negligência
Moradores da área relataram ainda que Nathalya é mãe de duas crianças, que frequentemente seriam vistas sozinhas pelas ruas do bairro, situação que já teria gerado reclamações anteriores à vizinhança. As denúncias devem ser encaminhadas aos órgãos de proteção à criança e ao adolescente para avaliação e possíveis medidas de acompanhamento social.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas à medida que o inquérito avançar.



