O candidato à Presidência Romeu Zema foi flagrado neste domingo (4), em Araxá (MG), utilizando um celular enquanto votava. As imagens mostram o candidato consultando o aparelho durante o processo de votação.
A cena chama atenção porque o uso de celular dentro da cabine de votação é proibido pela Justiça Eleitoral. Para as Eleições 2026, o TSE determina que celulares e outros dispositivos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor sejam desligados e deixados com a mesa receptora antes da entrada na cabine.
A regra existe principalmente para proteger o sigilo do voto. Um celular poderia ser utilizado para fotografar ou filmar a tela da urna, criando uma espécie de “comprovante” de voto e abrindo espaço para situações de coação ou compra de votos.
Mas há uma diferença importante: entrar na cabine com o celular é uma irregularidade, mas isso não significa automaticamente que a pessoa cometeu um crime eleitoral. O crime relacionado ao sigilo do voto exige a violação ou tentativa de violação desse sigilo. No caso de Zema, até o momento, as informações divulgadas apontam para o descumprimento da regra sobre o aparelho; afirmar que ele cometeu crime eleitoral como fato consumado exigiria uma análise das circunstâncias pelas autoridades competentes.
Após a votação, Zema afirmou que não fotografou a urna e disse que não havia sido avisado sobre a proibição antes de entrar na cabine.
O episódio também serve de alerta para os eleitores: se precisar consultar os números dos candidatos, a orientação é levar uma “colinha” em papel. O celular pode ser utilizado no local para identificação, como no e-Título, mas deve ser deixado com os mesários antes de votar.



