Em primeiro de julho de 1994, o real entrou em circulação no Brasil como parte do Plano Real, em um dos momentos mais importantes da história econômica recente do país. Na época, alguns produtos do dia a dia custavam poucos centavos. Um litro de gasolina, por exemplo, ficava próximo de 53 centavos, enquanto o pão francês custava cerca de 10 centavos.
Olhar apenas para esses valores, porém, pode criar a impressão de que tudo era muito barato. O salário mínimo naquele ano era de 70 reais, e os preços ainda tinha os efeitos de uma inflação elevada. Antes da estabilização, a inflação acumulada em 12 meses havia ultrapassado 4.900 por cento, fazendo com que o dinheiro perdesse valor rapidamente e levando muitas famílias a antecipar compras sempre que recebiam seus rendimentos.
Nos 30 anos seguintes, os preços de combustíveis, alimentos e outros produtos aumentaram diversas vezes, e o salário também acompanhou o aumento. A grande mudança provocada pelo real, entretanto, foi a redução da velocidade desses reajustes. A nova moeda ajudou a interromper um período de inflação acelerada e trouxe maior previsibilidade para os preços, permitindo que consumidores e empresas passassem a planejar seus gastos com mais segurança.




