
Seis dos 121 mortos na megaoperação policial deflagrada no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28/10), eram criminosos naturais do Amazonas, conforme confirmou a Cúpula da Segurança Pública fluminense nesta sexta-feira (31/10). A ação, considerada uma das maiores já realizadas no estado, teve como foco os complexos da Penha e do Alemão — apontados como base de comando do Comando Vermelho (CV) no país.
Segundo o governador Cláudio Castro (PL), até o momento, 59 mortos foram identificados, todos com antecedentes criminais. “Vinte e duas dessas pessoas são de outros estados. Seis do Pará, seis do Amazonas, três da Bahia, dois de Goiás, dois do Espírito Santo, dois do Ceará e um da Paraíba”, detalhou.
Entre os amazonenses identificados estão Douglas Conceição de Souza, conhecido como “Chico Rato”, e Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo”, ambos com extensa ficha criminal e ligação direta com o tráfico de drogas em Manaus.
Chico Rato, de 32 anos, era apontado como um dos chefes do tráfico na zona Leste da capital. Preso em 2018 pelo assassinato de dois irmãos no bairro Tancredo Neves, foi condenado no ano seguinte a 40 anos de prisão por homicídio qualificado.
Já Francisco Myller, o Gringo, natural de Eirunepé (AM), completou 32 anos um dia antes de morrer no confronto. Foragido desde abril de 2024, ele tinha mandado de prisão por homicídio e organização criminosa.
Além deles, nomes de chefes do crime de outros estados, como Bahia, Espírito Santo e Pará, também estão entre os mortos, segundo a polícia fluminense.



