
Um padrasto foi preso nesta terça-feira (21/10) em Manaus, acusado de abusar sexualmente de sua enteada de 9 anos. A prisão foi realizada no ramal Àgua Branca, no quilômetro 25 da Rodovia Estadual AM-010.
De acordo com as investigações a vítima era abusada desde os 7 anos. A ação ocorreu após familiares da criança notarem mudanças drásticas em seu comportamento, que incluíam sinais de apatia e tristeza.
A equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) iniciou a investigação após a denúncia. Segundo a delegada Mayara Magna, o suspeito era conhecido por sair cedo de casa e frequentar uma área de risco, marcada pelo tráfico de drogas. As investigações apontaram que ele já estava ciente do cerco policial que se aproximava.
A polícia também investiga a mãe da criança, que pode ter conhecimento dos abusos e não tomou providências.. “Estamos avaliando se houve conivência por parte dela. A menina relatou que, durante os abusos, o padrasto a enforcava e a ameaçava, dizendo que, se ela contasse a alguém, coisas piores poderiam acontecer à sua família. Existem outras crianças que moram com ele, e a família, temerosa, não questionou suas ações, pois vivem em uma área marcada pelo tráfico. Eles buscavam uma maneira de evitar problemas, o que contribuiu para o silêncio sobre a situação.” disse Magna
Além da menina de 9 anos, outras crianças residem na mesma casa, aumentando as preocupações sobre a segurança delas.
A mãe da criança e o pai biológico foram notificados e estão colaborando com as investigações. “Existem várias crianças que estavam sob os cuidados da mãe, enquanto a guarda da menina era dela. O pai da criança foi notificado, mas ainda não conseguimos ouvir a mãe, que permaneceu em silêncio durante seu depoimento. Ela será ouvida em juízo e terá que responder pelas circunstâncias que cercam o caso.” disse Mayara.
A polícia reforçou seu compromisso em proteger crianças e adolescentes, priorizando a investigação de casos de abuso. A expectativa é que a mãe seja ouvida em breve, e se for confirmada sua conivência, ela também poderá enfrentar consequências legais.



