André Grabois era estudante e militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Filho do dirigente comunista Maurício Grabois, passou a viver na clandestinidade após o golpe militar de 1964. Na região do Araguaia, tornou-se conhecido como Zé Carlos e assumiu o comando do Destacamento A da guerrilha organizada para combater a ditadura pelas armas.
Em 13 de outubro de 1973, durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, André e outros guerrilheiros foram surpreendidos por uma patrulha do Exército na região de São Domingos do Araguaia, no Pará. Relatos reunidos em investigações oficiais registram que os militares abriram fogo e mataram André e três companheiros. Ele tinha 27 anos. A ação ocorreu durante a campanha militar de repressão à Guerrilha do Araguaia, marcada por mortes, prisões clandestinas e desaparecimentos forçados.
O corpo de André não foi entregue à família e nunca foi localizado. Investigações apontaram relatos de sepultamento clandestino na região, mas não houve identificação conclusiva de seu corpo. Seu pai, Maurício Grabois, também foi morto pelo Exército em dezembro de 1973, e seu corpo segue desaparecido. O caso de André integra a história da repressão militar no Araguaia e da luta das famílias para conhecer o destino das vítimas.
Nota: Imagens geradas por Inteligência Artificial para fins ilustrativos.


