Segundo pessoas com interlocução no STF, algumas das decisões da PF ao avançar no caso foram criticadas internamente.
Ao seguir uma trilha diferente do caso do INSS, a corporação pediu a redistribuição do caso Lulinha, que estava sob a relatoria de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a solicitação e, então, foi procedida a redistribuição, mas o inquérito caiu novamente nas mãos de Mendonça. O magistrado então autorizou a nova investigação.
No pedido, a Polícia Federal solicita ao STF autorização para compartilhar provas produzidas na Operação Sem Desconto, a investigação que apura o esquema de desvios de recursos do INSS e que é relatada por Mendonça.
A suspeita que recai sobre o filho do presidente da República é ter atuado junto ao governo federal para benefício próprio. Lulinha teria atuado com a empresária Roberta Luchsinger, além do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. A representação encaminhada ao STF resume o caso em 34 páginas.
Na representação endereçada ao STF, a PF faz referência a contatos de um dos envolvidos no caso com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial.



